O Perdão na Visão da Constelação Familiar

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O Perdão na visão de Bert Hellinger, Valéria Maria Skrebsky, Pedro Bianchini Pavanello e da Constelação Familiar. Uma compreensão que cura.

Todos nós somos passíveis de cometer erros. Geralmente nossos erros afetam a vida de outras pessoas. Todos os erros geram consequências que muitas vezes, inclusive, não podem ser percebidas imediatamente. É um equívoco pensar que podemos perdoar alguém se entendemos o perdão como algo que livra o outro da responsabilidade pela consequência do que fez. Perdoar, nesse contexto, é um ato de arrogância.

Pois aquele que perdoa toma para si a ilusão de que pode eliminar as consequências do ato do outro através do seu perdão. Essa posição de superioridade priva o agressor da alternativa de crescer através do próprio erro. O que pode gerar consequências para as próximas gerações.

Em um diferente entendimento do perdão

Podemos deixar com o outro a responsabilidade pelas consequências do que fez, e assumir a consequência dos nossos próprios atos. Alguém faz algo de mau para nós com a nossa permissão inconsciente. Em alguns casos como resultado de um emaranhamento. Nós atraímos a situação. Por exemplo, uma mulher que nunca consegue separar-se de um homem abusivo pode estar permitindo o abuso por Amor e lealdade a uma avó que também teve um homem abusivo. Há, portanto, muitos possíveis motivos ocultos para que os agressores estejam agressores e as vítimas estejam vítimas. Vítimas e agressores estão a serviço do sistema e do aprendizado.

O mundo dividido entre bons e maus ganha força através do perdão que não enxerga toda essa totalidade. Todos nós temos nossa parcela de responsabilidade na relação com o outro. Quando nos damos conta disso. Por Amor, paramos de querer perdoar e olhamos a realidade com a clareza que ela exige. Assim podemos nos tornar mais capazes de lidar com ela.

Se repararmos bem, o perdão também tem o papel de nos aliviar da nossa própria culpa. E muitas vezes isso não dá certo. Porque em diversos casos esse perdão que toma para si um direito que não tem, joga também para o outro toda a responsabilidade pelo que aconteceu. Olhar a vida dessa maneira nos torna, com o tempo, fracos e desconectados da realidade. Esse é um movimento para o menos.

Na prática, quando dizemos ao outro “desculpe-me pelo que fiz a você”, nós não só estamos fazendo um pedido que está além do que a “vítima” pode realizar, como também estamos atribuindo a ela a responsabilidade de nos livrar das consequências dos nossos próprios erros. Para a vítima, esse é um peso a mais. Esse pedido de desculpas mantem o conflito, pois não respeita o equilíbrio de trocas, fundamental nas relações humanas. Também não respeita As 10 Leis do Universo. Se, no entanto, o perpetrador diz “Eu sinto muito”, ele abre um espaço interno em que ele mesmo pode crescer através do acolhimento da sua própria responsabilidade e culpa.

Ao mesmo tempo em que ele cresce, ele pode também deixar o outro livre para assumir sua eventual responsabilidade. Só assim o campo se abre de forma a permitir que os dois possam negociar uma compensação justa. Trazendo de volta a dignidade e a força dos dois e, junto com isso, a paz. Esse é um movimento para o mais.

Perdão e perdoar é entender que a pessoa não poderia ter agido diferente.

Bert Hellinger observa que podemos seguir leves nas nossas relações se praticamos a indulgência. Ou seja, permitimos internamente que o outro cometa erros e viva em plenitude a sua imperfeição e busca. Só podemos fazer isso na medida em que nós, também, nos damos essa permissão interna. Olhamos de forma amorosa para as nossas próprias imperfeições. Nesse contexto, já não precisamos mais perdoar, pois os erros são vistos como possibilidades de crescimento. Com todas as suas consequências e com toda a grandeza que isso envolve.

 

Texto por Por: Leo Costa

Adendos por Pedro Pavanello.

Entrevista com Consteladora Familiar

Veja este vídeo onde entrevisto a Consteladora Familiar Valéria Maria Skrebsky onde falamos sobre o perdão. E a visão das novas constelações.

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  • Achei muito interessante e me vi nas duas cituações do video, na primeira situaçao de ter perdoado uma traição, que se eu tivesse passado por essa situação à alguns anos antes não teria agido da mesma forma, teria brigado, esperneado, feito milhões de perguntas do porque isso ter acontecido comigo. Mas como isso aconteceu recentemente e eu tive tempo de refletir e pensar qual a atitude tomar, consegui levar a situação numa “boa” perdoei e como voces disseram no vídeo, me senti superior à pessoa que me traiu, mesmo sabendo de toda a verdade! E na segunda situação onde fala de adoção…
    Sou mãe adotiva de um menino de 6 anos nunca tive contato com os pais biologicos dele…
    Mas conheço quem é a mãe, meu filho desde que se conhece por gente sabe de tudo, que esteve no ventre de outra mãe, e que eu sou mae do coração!
    Mas como desconheço os motivos que levaram a mãe biológica a deixar a criança para adoção as vezes fiça um pouco difícil de responder as perguntas que meu filho as vezes faz, mas quando ele pergunta sobre ela eu nunca escondo a verdade digo que ela o amava mas que não teria condiçoes de dar o que ele precisava….
    As vezes pergunto se ele gostaria de conhece-la e ele sempre negou!
    Me abraça e me chama de mamãe!

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